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a dESarrumada

Citações minhas: "eu se não gostasse de meter aqui baboseiras pessoais já há muito que não tinha um blog... é que sinceramente, não tenho mais nada de interessante para escrever."

a dESarrumada

Citações minhas: "eu se não gostasse de meter aqui baboseiras pessoais já há muito que não tinha um blog... é que sinceramente, não tenho mais nada de interessante para escrever."

26
Jun17

Hoje não quero.

Desde ontem que estou a passar por uma espécie de hangover da formação. Não sei literalmente o que fazer com o meu tempo "livre". Sei que tinha muito para escrever aqui, mas não me apetece. Não quero, não quero nada que me faça pensar muito. Neste momento, não me estou a identificar com o conteúdo deste blog. Tento ser bem humorada, mas às vezes não apetece. Depois fico a debater-me com sentimentos de culpa, porque acho que quem aqui vem, vem à procura de um certo tipo de conteúdo, que eu já não consigo dar. Sinto que a minha fonte de imaginação secou. Sinto que mudei. Algures no tempo, entre o dia da criação deste blog e o dia de hoje, mudei.

Estou a pensar apagar isto, e começar outro ciclo mais tarde. Os blogs são para nós, são uma espécie de diário, uma caixa sem fundo de desabafos. Uma pessoa chega aqui e desabafa. E não quero pensar mais nisso. Mas nesta plataforma Sapo há os comentários, que são fofos, queridos e carinhosos, resumindo: tudo de bom. Muito melhor que em outras plataformas. E é isso que faz desta plataforma algo tão especial. Talvez noutro sítio eu ficasse contente só em ver as views, ou não, porque quando criei isto não sabia a abrangência que ia ter, nunca me imaginei com 300 e tal subscritores, nunca me imaginei a seguir a vida de outros, como se de amigos reais se tratassem...

Isto está a ficar uma diarreia mental eu sei. Mas prometi a mim mesma que ia escrever sem filtro, que ia publicar o que quer que os meus dedos escrevessem. A verdade nua e crua, é que hoje estou farta disto. Não pelas pessoas que tenho conhecido aqui, ou os posts que já li, esses momentos não os trocava por nada, mas pela expectativa que tenho colocado em cima de mim própria. Aquela sensação de estar a falhar se não publicar diariamente, aquela ansiedade que chega quando tenho aquele momento: "não sei o que escrever hoje!!!". É estúpido pensar assim, a maior parte das pessoas deve ler o que eu escrevo na diagonal, ou pensar, "who cares?" antes de irem à sua vida. 

Mas gosto de fazer isto por mim. A cena é que sinto que há uns quantos que aguardam um tipo de conteúdo que não poderei nunca mais escrever. Não enquanto for esta pessoa. Talvez um dia seja outra pessoa, mas esta que sou hoje não tem vontade. Nada, niente, rien, nadia... mas eu não vos esqueço.

 

Beijos com carinho da vossa dESarrumada.

21
Mai17

Desarrumações minhas.

dESarrumada, como andas de amores?

Epah, eu estou bem e ele também está bem. E nós também. A cena dele decidir querer ficar em França é que é pior. Ele quer voltar para Portugal. Vamos lá ver como correm as coisas. Tenho tentado não pensar muito nisto. Apesar da incerteza no futuro me partir o coração. Mas o pior é que o moço mesmo estando no mesmo país continua longe para xuxu. E sem net. Por isso acabamos por falar menos do que quando ele estava em Portugal. Aguardam-se cenas dos próximos episódios.

E como anda esse trabalho final de curso dESarrumada?

Acabadinho, depois de muito esforço, eis que está completo. Só falta meter numeração de páginas e coisas que tais, mas o conteúdo em si está feito. 9 dias antes da data final. Nunca pensei, mesmo! Nem são coisas minhas acabar assim tão cedo um trabalho!

E esse vício de chocolate como anda?

Tive uma recaída... uma recaída daquelas bem grandes. Primeiro dia do período, tentei aplicar todas as estratégias que tinham funcionado até à data, comi 15 peças de fruta, bebi 2 chás, e nada, ontem Sábado lá tive que ir a correr ao supermercado comprar chocolate. Estava com aquela neura de que só o chocolate é que me podia acalmar os nervos e a TPM. Resultou. Depois de comer a tablete o período chegou em grande e tenho andado mais calma. Pode ser que o próximo mês corra melhor. Para já voltei às 24h sem comer chocolate. Esta merda das compulsões alimentares é uma luta constante. Já mete nojo. Nem eu me aguento.

E de resto?

Ansiosa pelas férias de verão. Já não vou a Portugal desde Janeiro. E este ano é só em Agosto. Tenho tantas saudades. 

Ando com vontade de comprar uma mala da Michael Kors que custa mais de 300€. Se fosse uma emigrante rica já tinha comprado, mas sou uma triste que decidiu emigrar sozinha e agora tem as contas todas para pagar sozinha. Podia ser pior, mas também podia ser melhor. Tuga que é tuga podia estar sempre melhor.

24
Mar17

Conversas sobre o futuro, com elas.

Adoro ter estas conversas com elas. Daquelas que duram horas e horas. Adoro aquela sensação de libertar palavras que ficam e ecoam no tempo, ou que um dia esquecerei, quem sabe o Alzheimer chegue mais cedo.

 

Sei que devia ter uma vida mais saudável, sei que devia deitar-me mais cedo, comer melhor, ler mais, largar as redes sociais. Sei que sei toda a vida que devia estar a viver na teoria, mas na prática é que a coisa não corre como costumo ver no ecrã.

 

Falamos sobre tudo e sobre nada, que frase tão banal, mas tão verdadeira. Todas temos as nossas dúvidas, os nossos sonhos, todas temos as nossas comparações de estimação, daquelas que só trazem mais mal do que bem. Porque é que os outros acordam às 6 horas e meia da manhã para ir correr e eu só consigo sair da cama após 6 toques de despertador?

 

Viver em plena consciência seria necessário, eu sei. Devia meditar mais, fazer yoga de vez em quando, dormir mais, comer legumes, quiçá cortar completamente no açúcar, e se estivesse bem disposta devia tentar ser vegetariana ou vegan, ou algo do género. Será que ando a comer demasiada carne?  

 

Mas ela também é assim. Ela come massa todos os dias, ela não faz exercícios todos os dias, às vezes ela chega a casa e come um pacote de bolachas inteiro. Ela é como eu. Como tu. Como todos nós que nos achamos adultos de arrastão, fazemos isto só porque tem que ser. Os outros têm vidas que parecem tão perfeitas. E sentimos que só estamos no início, apenas a começar, e que os outros já chegaram lá, já perceberam como se faz.

 

Mas bem lá no fundo, admitamos, queríamos todos construir um forte de almofadas e passar o dia inteiro lá dentro a ler banda-desenhada. Isso sim é que era o sonho. Ser adulto é demasiado chato.

 

Adoro ter estas conversas com elas.

 

12
Mar17

A imensidão dos dias.

Ando para aqui, como costumo dizer.

Estou para aqui, sentada à secretária a ler artigos em inglês e a tentar traduzi-los para francês.

Pela janela ouço o barulho de uma bola a ser batida no chão por uma criança, o sol está encoberto, as nuvens meias acinzentadas. Já esteve mais frio. Acho que a Primavera começa a querer chegar, mas só um bocadinho, que isto é França e o Inverno tem de durar mais um pouquinho.

Os bilhetes para Agosto estão comprados. Mas falta quanto tempo mesmo?

Vou voltar ao trabalho que isto não se vai fazer sozinho. Estas traduções matam-me.

E a mudança de casa está aí à porta, o culminar de um processo que já dura desde Setembro do ano passado. Tudo na minha vida tem sido lento, tudo é um processo que demora tempo, manda papel, manda email, recebe papel, assina, envia papel. Recebe resposta. E assim, vezes e vezes sem conta. Para tudo.

E os dias vão seguindo, a vida vai mudando. Pouco a pouco começo a ver para onde estou a ir.

Falta-me a coragem para avançar. Mais uma vez vou ter que esperar que ela chegue, que o momento de dar o salto se apresente à frente dos meus olhos. Coragem, coragem, onde se compra disso?

 

 

04
Mar17

Desarrumações minhas.

Ele chegou ontem. A cidade onde está fica a 2 horas de TGV daqui. Não consigo vê-lo tão facilmente como queria, mas já vai dar para vê-lo mais facilmente do que quando ele estava naquele rectângulo localizado no canto inferior esquerdo da península ibérica. Conseguiu ligar-me à noite, ouvi a voz dele, ele está bem. Fiquei feliz.

 

Quero vê-lo, estar com ele. Preocupo-me constantemente se ele está feliz ou não, se está confortável ou não. Acho que devo estar apaixonada. 

 

Hoje foi um dia produtivo. Fui a um mercado de produtores de comida biológica e terapias alternativas. Continuo na minha resolução de comer saudável, e tenho conseguido. Excepto aquele vício mau. Talvez comece a consultar alguém para perder o vício do chocolate. Ainda não sei. Às vezes não sei se vale a pena gastar este dinheiro - todos os profissionais pedem no mínimo 45€ por sessão - afinal, se o chocolate for o meu único vício incontrolável, não posso estar assim tão mal? E apesar de tudo, continuo a perder peso. Mas o peso da consciência esse não se vai embora, poderia ter uma alimentação 100% perfeita, se não fosse aquilo. Que vergonha.

 

A formação em Paris corre bem. Mas ando stressada. Tenho mais de 49 aulas para estudar até Junho. E um trabalho final para fazer até Maio. Ou seja, se me conheço bem, vou estudar as aulas todas em duas semanas, feita louca. Espero conseguir ter mais de 10 no exame escrito. Vai ser a minha estreia num exame escrito noutra língua. Uma língua que não dominava de todo há 2 anos e 3 meses atrás. Fuck me, right??

 

E cá continuo, num trabalho que gosto, mas onde tenho que ver todos os dias alguns colegas e chefe que não suporto. Aguenta menina, só mais dois anos e bazas. Ou antes, se tiveres coragem.

 

Relativamente a sexo... ando na seca. Acho que vou apanhar o tal TGV...

 

Até logo.

16
Fev17

Desarrumações | dias difíceis

Há dias em que tudo parece difícil. Acordar sem carregar no snooze pelo menos 5 vezes é difícil; sair da cama é difícil; até vestir-me, tomar o pequeno almoço e sair de casa parecem obras do demónio. 

 

Em dias destes apetece-me mandar tudo ao ar e ficar enrolada no edredão e esquecer que o mundo existe. Tal e qual um bebé que pensa não existir mais mundo quando lhe metemos um pano em frente aos olhos.

 

Se podia acabar com isto tudo e voltar para onde vim, deixar de sofrer desta solidão que me parte o coração e abraçar o que a vida me desse noutro sítio, ao lado dos que amo e dos que pudesse um dia vir a amar?

 

Podia.

 

Mas escolher a via mais fácil nunca foi o meu estilo. Gosto de complicar, sempre gostei. Um dia desligo o complicómetro, ai desligo, desligo, estás a ouvir? Mas hoje ainda não foi o dia, talvez amanhã ou para a semana que vem.

06
Dez16

Desarrumações minhas.

Vim de uma semana de férias em Lisboa. Uma semana que começou bem e acabou ainda melhor. Estive com ele, o tal rapaz que conheço desde sempre. Sim, houve declaração de amor. Sim, atirei-me de cabeça. Sim, ele parece perfeito. Mas não há situações perfeitas, e apesar de o meu coração querer correr desenfreado por aí a gritar aos sete ventos o que sinto neste momento, uma parte de mim tem medo. 

Ele diz que quer vir para cá, eu tento não pensar no futuro, ainda é cedo para fazer planos digo a mim própria. Dizem que planear é errado porque sai sempre tudo furado. Já aprendi a errar e cair, já sofri muito, por isso é que a cada vez PARECE fácil arriscar "só mais uma vez"... e se é desta que acertas? E se for esta a pessoa que sempre procuraste? A verdade é que para mim é sempre tão complicado começar algo novo com alguém, seja em que circunstância for, perto ou longe, já vivi um pouquinho de cada experiência. Mas com ele acho que sinto menos medo, e às vezes sinto o mesmo medo de sempre.

Dizem que a falta de coragem provoca a perda de momentos inesquecíveis, eu arrisquei este fim de semana e ganhei momentos que nunca mais vou esquecer. Mas agora tenho de descer da nuvem em que tenho andado e pousar os pés na realidade, levar o estalo na cara de quem me diz "és tão parva em pensar que poderá dar certo". Porque tanto pode, como não pode. Sim, a estas horas da noite já não tenho muitos pensamentos lógicos... tudo isto para vos dizer que comecei uma relação e que não tenho emenda. Entretanto é aproveitar cada dia e depois logo se vê.

 

17
Nov16

Desarrumações minhas.

Problemas de merda no trabalho. A visita da petite que está de volta (Ou seja, este fim de semana não estarei sozinha! Quem segue o blog desde o início sabe que quando vim para França vim com outra rapariga portuguesa no avião, conhecemo-nos no aeroporto... entretanto ela mudou-se para a outra ponta de França e eu fiquei aqui no fim do mundo!)

Adivinha-se um fim de semana bom, mas no trabalho aquilo está uma valente bos - ta! Tudo por culpa do chefe que é um panhonha de merda. Estou-lhe com uma raiva. Não fosse eu ter assinado um contrato que me obriga a ficar aqui mais tempo porque eles me pagam uma formação, e bazava daqui a um mês. Só situações de merda em que me tenho visto metida (excepto a formação, isso vai ser bom, juro que se não fosse isso já tinha ido embora!).

O Natal prêve-se de solidão... os últimos 2 passei com a petite, neste nem uma alma penada vou ver. E até trabalho esse fim de semana...

Eu bem que tento usar a lei da atracção, a visualização e todas essas coisas new-age para atrair coisas boas para a minha vida e fazer o universo conspirar a meu favor. Nalgumas coisas funciona, noutras estou a apanhar do ar.

Venham mais dias felizes, é o que desejo.

22
Out16

Desarrumações minhas.

Ora bem, levantei-me cedo, fui ao ginásio, cheguei a casa, destralhei algumas zonas da casa que já andavam a meter-me nojo há algum tempo. Estou em vias de fazer a terceira máquina de roupa. Sinto a barriga lisinha, lisinha, devido ao desporto desta manhã provavelmente, uma vez que ontem não caguei como de costume. O tratamento para a obstipação não tem feito grande milagre confesso. Não meti música nenhuma, nem estou a ouvir vídeos ao mesmo tempo que arrumo. Estou no momento presente, como devia estar sempre.

Lembrei-me que de vez em quando costumo deitar-me na cama a olhar para o tecto e a questionar-me sobre todas as decisões da minha vida, a contar os erros que já cometi, um por um, numa espiral descendente de depressão e inquietude. Ansiedade, ansiedade, ansiedade. De vez em quando acho que não estou a ir para lugar nenhum, que o meu futuro vai ser uma merda, que não vou conseguir atingir todos os objectivos que tenho. Fazer a coisa X antes da idade Y. Que vou perder todos os meus amigos em menos de nada se continuar a ser um ser vivo tão repugnante. E é isto, todo o dia, todos os dias.

Hoje lembrei-me disso tudo enquanto estava ocupada a viver o momento presente. E pensei cá para mim o quanto feliz posso ser, mesmo que não esteja a fazer nada de extraordinário. Não estou a viajar, não estou a sair com elas. Nada. Tudo isso que normalmente me ajuda a distrair não está aqui hoje. Estou sozinha comigo própria. E estou a gostar.

Cheguei a outra conclusão: continuo sem saber o que o futuro me reserva. Como não sabia ontem, nem no dia anterior a esse. Não sei onde quero trabalhar a seguir, nem em que área. Não sei se quero continuar em França ou voltar para Portugal. Não sei se quero continuar a falar com ele ou não. Não sei muita coisa sobre a minha vida. Mas hoje, pela primeira vez em muito tempo, isso não me preocupou. Hoje sim, descobri que não preciso de saber tudo sobre o futuro para ser feliz. Que continue assim.

01
Dez15

Enquanto for divertido.

Dei por mim a ter que adoptar um novo lema de vida e aplicá-lo a todos os campos da minha vida. Enquanto for divertido, é o lema.
E em que posso aplicar este lema perguntam vocês? Eu faço a lista exaustiva e aproveito para vos meter a par das minhas andanças:


 


Ponto 1: na minha última viagem a Portugal comecei a namorar (oficialmente) com o Plutónio-man, sim, já tinhamos falado sobre isso numa das nossas chamadas por Skype, mas falar sobre o assunto cara-a-cara teve outro impacto para mim. As coisas têm corrido super bem, no início ainda tínhamos um ou outro desentendimento mas ultimamente temos estado em sintonia a maior parte do tempo. O que é óptimo quando se tem 1800km de distância pelo meio.


Qual será o resultado disto? Não sei. Mas vou continuar... enquanto for divertido. E a verdade é que me divirto mesmo com ele, quer juntos quer à distância (temos trocas de mensagens que não lembram a ninguém!). É verdade que o contacto físico faz muita falta, mas enquanto gostar tanto dele não me consigo livrar da peste.

Ponto 2: a emigração. Quem me segue sabe que estou a trabalhar em França. Decidi sair de Portugal porque não estava contente com as condições de trabalho (recibos verdes, pressão desmesurada para atingir objectivos ridículos, 12h de trabalho por dia e outras coisas do estilo), mas "pelo menos" tinha trabalho a tempo inteiro disseram-me algumas pessoas... estive-me a lixar para isso. Na altura estava na fossa, ou procurava algo melhor ou caía numa depressão grave. A psicóloga que me seguiu na altura foi um amor e se algum dia ler isto: obrigada Sofia.


Eu saí para procurar uma evolução pessoal, profissional e monetária que em Portugal não iria conseguir tão depressa. Se tenho saudades da família? Sim. Se tenho saudades do clima e da boa vida de Portugal? Sim. Se as condições de trabalho e a forma de pensar das pessoas no geral me deixam saudades? Não, nem pensar. Será que vou continuar em França? Sim, enquanto for divertido e desafiante vou. E a verdade é que me tenho superado todos os dias, desenrascar-me sozinha noutro país: check. Aprender uma nova língua praticamente do zero: check. Se o meu colega de trabalho imbecil podia ir pastar cocó? Podia. Mas sem ele isto não tinha sido a mesma coisa. Uma pessoa até se diverte com as figuras dele.

E era isto que queria partilhar com vocês meus caros. De vez em quando lá me sai um post sério para variar.

Beijinhos na bunda!